2026-05-06
Terras-raras, minerais críticos e soberania tecnológica
Tem uma discussão acontecendo AGORA na Câmara sobre minerais críticos e terras-raras.

Tem uma discussão acontecendo AGORA na Câmara sobre minerais críticos e terras-raras.
E pela primeira vez em muito tempo, sociedades científicas brasileiras estão dizendo algo essencial:
o Brasil não pode repetir o modelo colonial de só exportar matéria-prima.
Sociedade Brasileira de Física, Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e outras entidades científicas publicaram uma carta aberta cobrando soberania tecnológica.
Pra traduzir isso do “politiquês”:
não adianta tirar minério do solo brasileiro… mandar bruto pra fora… e depois comprar tecnologia pronta por 50x o valor.
Foi exatamente isso que aconteceu historicamente com:
ouro, borracha, nióbio em parte da cadeia, e vários outros recursos estratégicos.
Terras-raras são “raras” porque elas são difíceis de separar e processar industrialmente.
E aí entra a parte importante:
o Brasil JÁ domina parte relevante da ciência disso.
Deixo claro que o gargalo hoje é falta de escala industrial e política estratégica
Exemplo simples:
um ímã de neodímio parece banal, mas ele é necessário para:
motores elétricos, turbinas eólicas, mísseis, satélites, HDs, carros elétricos, sistemas militares.
Quem domina a cadeia de terras-raras domina parte importantíssima da infraestrutura do século XXI.
A comunidade científica está pedindo uma coisa muito objetiva:
que empresas do setor sejam obrigadas a investir parte do faturamento em:
pesquisa, desenvolvimento, plantas-piloto, formação de especialistas.
Ou seja: Desenvolver tecnologia AQUI.
Porque hoje o Brasil forma pesquisadores… e depois não cria a ponte industrial.
Então o país vira exportador de cérebros e de minério bruto ao mesmo tempo.
Precisamos justamente quebrar esse ciclo.
Outro ponto MUITO importante:
Nós da SBF, SBPC e outras entidades queremos participação científica independente nas decisões estratégicas.
Traduzindo: não deixar somente empresas e lobby econômico decidirem o que é “mineral estratégico”.
Porque isso tem impacto:
econômico, ambiental, geopolítico, militar, energético.
O mundo inteiro está disputando minerais críticos por causa da transição energética e da corrida tecnológica.
A pergunta é:
o Brasil vai:
vender terra barata, exportar concentrado bruto, e importar tecnologia pronta…
ou finalmente construir cadeia tecnológica própria?
Essa é a discussão real em jogo.
Pelo avanço da ciência brasileira e de nossa soberania tecnologica
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